andrea firmo

Pioneira na liderança feminina militar, a tenente-coronel Andréa Firmo, 52 anos, inspirou muitas gerações ao se tornar a primeira mulher do Exército Brasileiro a trabalhar como observadora militar em uma missão de paz das Nações Unidas e, em seguida, ser designada pela Minurso (Missão das Nações Unidas para o Referendo do Saara Ocidental) como a primeira brasileira a comandar uma base de observadores militares internacionais no Saara Ocidental, na África. Seu potencial de comando, a capacidade natural de quebrar paradigmas e de deixar positivamente a sua marca agora estão voltados para um novo desafio: seguir servindo à população carioca como candidata à vice-prefeita na chapa de Marcelo Crivella, atual prefeito do Rio.

Nascida no Rio de Janeiro, no bairro Jabour, zona oeste da capital, Andréa é católica, casada com um militar da PMERJ e mãe de três filhos. Inspirada por sua mãe, pedagoga e professora de português, aos 18 anos começou a trabalhar como professora de inglês na Rede Pública Municipal de Ensino e aos 27, ingressou no Exército Brasileiro como professora do Quadro Complementar de Oficiais de Magistério de Língua Inglesa. Quando criança, costumava ir dormir embalada pela “Canção da Infantaria”, cantarolada pelo pai, subtenente da Arma de Infantaria.

Não virou infante, como na tradicional canção, mas foi para os campos de batalha representando o Exército Brasileiro em missão de paz. Em abril de 2018, Andréa foi designada para a Minurso, onde ficou por 1 ano e 14 dias atuando para garantir os termos do cessar-fogo entre o governo do Marrocos e a Frente Polisário, que disputam a área, a qual foi administrada pela Espanha até 1975.

Alojada em um acampamento cercado por minas terrestres e envolto em tempestades de areia na região desértica africana, ela coordenou as atividades dos observadores militares de 22 nacionalidades diferentes e dos Polisários, trabalhadores locais. Era responsável por fazer a ligação entre o Team Site (base) de Tifariti e o Quartel-General, em Laayoune.

Antes de se tornar a primeira mulher a assumir o comando de uma das bases do deserto, Andréa Firmo deixou seu nome gravado em outras atividades. Como responsável pela preparação dos oficiais recém-chegados à missão, foi ela quem treinou as primeiras muçulmanas a se tornarem observadoras militares: uma enfermeira e uma engenheira, ambas da Jordânia. Também foi a primeira mulher militar brasileira "patrol leader" (papa lima), curso necessário ao comando de patrulhas, pelo qual foi carinhosamente apelidada “mama lima”.

Ao abraçar este novo desafio de se candidatar à vice-prefeita do Rio, a tenente-coronel Andréa Firmo quer usar o pioneirismo de sua trajetória e as suas experiências pessoais de sucesso para também ajudar as mulheres cariocas a ampliarem suas conquistas. Agregando à chapa com Crivella um novo olhar de liderança, vindo de alguém que com empatia feminina aprendeu a lidar com limites, riscos e conflitos.